Werdum Responde
Werdum admite que mudou de opinião sobre Popó e rebate crítica dura
No Werdum Responde 13, Fabrício Werdum reconhece que Popó segurou a mão contra Whindersson, responde a um seguidor irritado e explica por que não gosta de ser chamado de mestre.
Por Gabriel Guimarães, faixa-preta e professor de jiu-jitsu · · 3 min de leitura
Entrevista completa no canal Werdum Responde, publicada em 14 ago 2023 (0:24:29).
Tem lutador que prefere morrer abraçado com a própria opinião. O Fabrício Werdum fez o caminho contrário no Werdum Responde número 13. Um seguidor lembrou que ele tinha mudado de ideia sobre a luta de Popó contra o Whindersson, e o Werdum confirmou sem rodeio: primeiro achou que o Popó bateu de verdade, depois se convenceu de que ele segurou a mão.
Assisti ao episódio e o que mais me chamou atenção foi a tranquilidade dele para assumir o erro. O programa é curto, cheio de brincadeira com a equipe, mas esse trecho vale para qualquer um que comenta luta.
O que fez o Werdum mudar de ideia
Segundo o Werdum, ele estava no evento e viu o Popó batendo forte. A primeira impressão foi que o ex-campeão não aliviou nada e simplesmente não conseguiu nocautear o humorista, até porque não estava na forma física dos tempos em que lutava.
A opinião mudou quando ele reviu a luta com calma, conversando com o Wanderlei, com o Cordeiro e com o irmão. Aí ele concordou que o Popó, que chamou de quatro vezes campeão mundial, poderia ter nocauteado se quisesse.
“Eu concordei que ele segurou a mão. Ele podia ter nocauteado, sim.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:06:49
O detalhe que eu gostei: ele fez questão de dizer que não pediu desculpa ao Popó. Era a opinião dele naquele momento. Quando mudou, falou na frente do próprio Popó, no podcast, e seguiu em frente.
“Não tem problema de admitir as coisas e falar a verdade. Nunca tive problema com isso.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:07:20
A crítica dura e a resposta
O comentário que dá título ao episódio veio de um seguidor chamado Moisés. Ele escreveu que o Werdum, quando abre a boca, é triste, que tenta polemizar como comentarista e que tem humildade zero. O Werdum leu tudo em voz alta, brincou com os erros de português da mensagem e convidou o rapaz a repetir aquilo cara a cara, sem ameaça, só para entender de onde vem a raiva.
Na resposta séria, ele disse que é o mesmo com a câmera ligada ou desligada. Admitiu que, nos vídeos que grava, às vezes solta uma provocação de propósito para gerar conversa, mas negou que invente polêmica para ganhar audiência.
“Eu faço do meu jeito, 100% natural.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:15:24
Logo depois veio um comentário no sentido oposto, dizendo que ele tem todo o direito de manter a opinião por conhecer os lutadores de perto e ser especialista no esporte. O Werdum agradeceu e repetiu a ideia: não força nada para parecer polêmico.
Por que ele não quer ser chamado de mestre
Falando do episódio da festa surpresa de aniversário para o mestre dele, o Werdum elogiou o jeito sereno do mestre ao discursar e aproveitou para contar uma coisa que pouca gente sabe: ele próprio não gosta de ser chamado de mestre. Ele se reconhece especialista em luta e em jiu-jitsu, mas diz que o título não combina com ele.
“Eu sei que sou especialista na luta, no jiu-jitsu, mas não me considero um mestre.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:08:22
Ele contou ainda que prefere ser chamado de Werdum. Fabrício, para ele, é coisa da família, e soa estranho vindo de quem ele não conhece.
O Muay Thai na Tailândia
O último assunto de luta foi uma correção. Numa pergunta ao mestre Rudimar, num episódio anterior, o Werdum tinha dito que na Tailândia não viu ninguém treinando Muay Thai por lazer. Ele contou que todo tailandês que encontrou treinando estava ali para lutar, e que os treinadores não entendiam quando ele dizia que só queria treinar, sem pretensão de competir.
Um seguidor que diz morar no país há mais de 15 anos respondeu que existem academias enormes de Muay Thai para lazer e que a arte está até na grade de algumas escolas. O Werdum aceitou a correção, disse que o rapaz com certeza conhece melhor, mas manteve a dúvida: para ele, a maioria por lá ainda treina sonhando em lutar e viver disso.
É um episódio leve, mas com um recado que eu levo para quem comenta luta: dá para mudar de opinião em público sem perder a moral. O Werdum fez isso com o Popó e com o seguidor da Tailândia, e ainda encarou o crítico mais bravo com bom humor.
Este artigo é um relato próprio da entrevista. As falas são de quem as disse e estão ligadas ao minuto do vídeo. Viu algum erro? Peça a correção.