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Werdum Responde

Werdum detona Dillon Danis contra Logan Paul: apelou porque ia perder

Fabrício Werdum critica a guilhotina no meio da luta de boxe, aposta em Danis num MMA e relembra a altitude no México antes de vencer Cain Velasquez.

Por Gabriel Guimarães, faixa-preta e professor de jiu-jitsu · · 4 min de leitura

Entrevista completa no canal Werdum Responde, publicada em 29 out 2023 (0:28:07).

O Fabrício Werdum não gostou nada do que viu na luta de boxe entre Logan Paul e Dillon Danis. No Werdum Responde número 16, ele disse que o Danis, que vem do jiu-jitsu, perdeu a linha quando percebeu que estava perdendo e tentou levar o boxe para o chão, com direito a guilhotina.

“Eu achei que ele apelou. Tava tomando uma ruim, sabia que tava perdendo e quis chamar atenção de alguma forma.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:26:01

Assisti ao episódio e o ponto dele é simples. Aceitou lutar boxe, faz boxe. Segundo o Werdum, o Logan chegou muito bem preparado, e o Danis, sem a manha do boxe, desceu para outra coisa. O Werdum achou muito bom que ele tenha sido desclassificado no fim.

Se for MMA, o Danis finaliza

O curioso é que o Werdum não duvida do Danis no terreno dele. Quando o Rangel lembrou que os dois podem se enfrentar depois num MMA, a aposta foi imediata: o Danis ganha, e finalizando.

“O Dillon ganha bem. Mais experiente, muito melhor jiu-jitsu ali, e finaliza ainda por cima.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:27:02

Ele usou o caso para falar de algo que o incomoda. Segundo o Werdum, lutador de MMA aceita o desafio do boxeador, do cara do muay thai, do jiu-jitsu. O contrário quase nunca acontece. Um boxeador puro, diz ele, não topa lutar MMA nem grappling. Por isso ele elogiou o Whindersson Nunes, que treinou mais de um ano para enfrentar o Popó e lutou bem.

Aproveitando o tema, ele respondeu a quem disse que ele não sabe nada de boxe. Explicou que o MMA junta várias modalidades e que as dele são jiu-jitsu, muay thai e wrestling, com o boxe por último. Mas disse que, se fosse fazer uma luta só de boxe, treinaria só boxe e aceitaria.

Altitude no México e a vitória sobre Cain Velasquez

Um fã contou que chorou com a vitória do Werdum sobre Cain Velasquez. O Werdum lembrou que aquele momento foi muito especial por causa da preparação. Ele fez dois períodos no México, um de dois meses e outro de 45 dias, morando numa casa a 3.500 metros de altitude e correndo até 4.000 metros, para uma luta disputada a cerca de 2.500 metros.

“Foi um treinamento muito especial, que eu queria até fazer um documentário sobre toda a minha carreira com essas imagens.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:09:56

Segundo ele, um americano filmou tudo durante os dois meses, mas as imagens até hoje não viraram documentário.

Borrachinha, Wanderlei e Cigano

O Werdum também foi perguntado sobre o jeito de promover lutas. Ele acha o Borrachinha prepotente na forma de vender os combates, mas fez questão de dizer que o considera um ótimo lutador e que só o viu três vezes na vida, sem nunca conversar. O Wanderlei Silva, para ele, era diferente: um ídolo nacional de personalidade forte, que botava pressão desde a encarada e não queria ser amigo do adversário, e isso vendia.

O próprio Wanderlei entrou no programa por telefone. Os seguidores perguntavam por que ele só fala mal do Werdum nos podcasts, e o Werdum ligou para tirar a dúvida. Entre risadas, o Wanderlei respondeu que só fala a verdade.

Sobre o Cigano, o Werdum admitiu que o subestimou e que, na época da rivalidade, não queria ser amigo dele. Contou que o Cigano prometeu ir ao podcast Nem Me Viu quando estiver no Brasil. E voltou à luta sem luvas entre os dois, em que saiu com um corte grande no supercílio. Segundo o Werdum, sem luva todo mundo fica mais cauteloso, e ele faria de novo.

“Sem luva tu fica mais com o pé atrás de entrar demais. O oponente também.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:21:19

A um seguidor que disse que por 1 milhão de reais também largaria a mão com qualquer um, o Werdum respondeu que no caso dele foi 1 milhão, só que em dólares. E comentou que no Brasil uma luta de grappling dificilmente paga 200 mil reais.

Charles, Dariush e o vizinho Lyoto

O assunto Charles do Bronx voltou. O Werdum repetiu que não tinha como torcer para o Charles contra Beneil Dariush, amigo dele há 15 anos, que ele recebeu na academia. Disse que torce pelo Charles contra qualquer outro adversário. E lembrou que treinou muito tempo na Chute Boxe e que o professor dele, Rafael Cordeiro, tem origem lá.

Para fechar em tom leve, ele contou que foi vizinho do Lyoto Machida em Orlando por muito tempo. O Lyoto aparecia em todo churrasco, até o dia em que chegou e viu que era só frango. Os filhos dele foram embora sem comer.

O que fica do episódio é uma regra que o Werdum repete muito: aceitou a luta, respeita a regra. Vale para o Danis no boxe e vale para ele mesmo, quando topou lutar sem luvas.

Este artigo é um relato próprio da entrevista. As falas são de quem as disse e estão ligadas ao minuto do vídeo. Viu algum erro? Peça a correção.