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Werdum Responde

Werdum aposta em Poatan contra Chimaev e elege o Pride o melhor evento

No sétimo Werdum Responde, o ex-campeão do UFC fala da fase do MMA, lembra a era dos cinturões brasileiros e diz quem venceria o duelo que os fãs pedem.

Por Gabriel Guimarães, faixa-preta e professor de jiu-jitsu · · 3 min de leitura

Entrevista completa no canal Werdum Responde, publicada em 8 mar 2023 (0:13:04).

Se o Alex Poatan e o Khamzat Chimaev se enfrentarem, o Fabrício Werdum já tem palpite: dá Poatan. No sétimo episódio do Werdum Responde, o quadro curto em que ele responde os comentários do canal, a pergunta apareceu no fim e rendeu uma resposta rápida, mas cheia de leitura de luta.

O Werdum reconheceu que o Chimaev poderia levar o Poatan para baixo algumas vezes. Mesmo assim, apostou no brasileiro por causa do tamanho e da qualidade dele. Segundo o Werdum, o Poatan é muito grande para a categoria.

Como professor, achei o raciocínio honesto. O Werdum não fingiu que o Poatan passaria ileso pelo jogo de quedas do adversário. Ele admitiu o risco de ir para baixo e, mesmo assim, apostou que o tamanho e a qualidade do brasileiro decidiriam a luta. É a leitura de quem já esteve dentro do octógono com gente grande e sabe que ser derrubado algumas vezes não quer dizer perder.

“Acho que o Poatan ganha, porque é bom, é muito bom.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:10:30

A encarada que todo mundo quer ver

O comentário que puxou o assunto pedia outra coisa: ver o Poatan frente a frente com o Chimaev, encarando o adversário do mesmo jeito que encarou o jornalista Ariel durante uma entrevista. O Werdum riu e lembrou que sentiu esse olhar de perto. Contou que andou de carro com o Poatan quando ele esteve no estúdio e, em certo momento, ficou em dúvida se tinha falado alguma coisa errada, tamanha a seriedade da encarada. Para o Werdum, o Poatan é corajoso e vai encarar qualquer um.

O MMA perdeu intensidade?

Outro seguidor disse que perdeu o encanto pelo UFC e que o MMA ficou menos intenso, mesmo com atletas que dominam várias artes marciais. O Werdum concordou que perdeu um pouco. Na conversa, lembraram a época em que ele foi campeão e a era do Anderson Silva, quando o Brasil chegou a ter quatro cinturões e muitos ídolos em alta, como Anderson, Wanderlei e Shogun.

O Werdum também lembrou que no começo houve preconceito com o MMA no Brasil, depois todo mundo virou fã, e agora houve uma caidinha. A volta do UFC ao Brasil, na opinião dele, pode dar um novo impulso.

Para quem acompanhou aquela fase, a lembrança bate forte. Era o tempo em que o torcedor brasileiro tinha vários nomes para acompanhar ao mesmo tempo, e o Werdum deixou claro, na conversa, que o esporte sentiu a falta desses ídolos.

Pride disparado

Quando o assunto virou o melhor evento em que já lutou, o Werdum não teve dúvida. Ele citou a energia da torcida, o lugar e o respeito ao lutador como o conjunto que fazia do Pride o evento mais especial da carreira dele.

“O evento mais irado que eu já lutei: Pride. Disparado.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:07:21

Na mesma conversa, ele fez uma crítica aos eventos em geral. Segundo o Werdum, é complicado quando a organização trata o atleta muito bem só enquanto ele está em alta, e quando está mais ou menos já é abraço e tchau. Ele citou o José Aldo: lembrou que, mesmo com o cinturão, o Aldo não era muito valorizado.

Marco Ruas e o cuidado aos 45

Um seguidor elogiou o episódio do Nem Me Viu com o Marco Ruas dizendo que, com câmera ligada ou desligada, ele é sempre a mesma pessoa. O Werdum concordou com o elogio ao mestre.

E, entre uma pergunta e outra, ele contou que está com 45 anos e se cuidando como nunca. Para ele, exercício, corrida, musculação e arte marcial levantam a autoestima de qualquer um.

O episódio é curto e passeia por muita coisa fora da luta, mas o recado sobre o esporte ficou claro. O Werdum sente saudade do tempo do Pride e dos ídolos brasileiros, cobra respeito dos eventos com quem já foi campeão e confia no Poatan contra qualquer um da categoria.

Este artigo é um relato próprio da entrevista. As falas são de quem as disse e estão ligadas ao minuto do vídeo. Viu algum erro? Peça a correção.