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Werdum Responde · Fabrício Werdum

Werdum diz que finalizaria Fedor de novo e toparia superluta na Rússia

No terceiro Werdum Responde, o ex-campeão do UFC rebate quem chama a vitória sobre o russo de sorte, explica a derrota em Curitiba e dá dica para quem começa no jiu-jitsu.

Por Gabriel Guimarães, faixa-preta e professor de jiu-jitsu · · 3 min de leitura

Entrevista completa no canal Werdum Responde, publicada em 24 out 2022 (0:21:17).

Fabrício Werdum já se aposentou, mas se chamarem para uma superluta contra Fedor, ele aceita. Foi o que disse no terceiro episódio do Werdum Responde, o quadro em que lê comentários e perguntas dos fãs. E foi além: diz ter certeza de que finalizaria o russo outra vez.

Assisti ao episódio e, no meio das brincadeiras com o público, sobraram respostas bem diretas sobre a carreira. Separei as que interessam a quem gosta de luta.

Fedor, de novo, até na Rússia

Um fã lembrou que os dois são da mesma geração e sugeriu a superluta. O Werdum disse que aceitaria cem por cento, mesmo que fosse na Rússia. Ele relembrou que, logo depois de vencer Fedor, recebeu a proposta de 1 milhão de dólares para lutar lá e não quis ir. Hoje, contou, já esteve várias vezes no país e não vê problema.

Outro comentário dizia que aquele triângulo tinha sido sorte e que Fedor o destruiria numa nova luta. A resposta veio sem rodeio.

“Eu pegaria o Fedor de novo. Não sei se seria no triângulo, mas eu finalizaria ele de novo, tenho certeza absoluta.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:04:10

Um terceiro fã escreveu que o russo já estava ultrapassado quando perdeu. O Werdum rebateu que Fedor estava havia cerca de dez anos sem perder e que ele foi o primeiro a vencê-lo. Segundo o Werdum, depois disso o russo perdeu várias seguidas, o que para ele mostra que a vitória ficou para a história.

A derrota em Curitiba e a música do Senna

Um seguidor que acompanha o Werdum há anos citou a luta em Curitiba, em que ele entrou afobado e perdeu. O Werdum concordou. Disse que estava desconcentrado, disperso e sem o treino ideal, e que estava mais preocupado em fazer homenagem do que com a luta. Ele entrou ao som da música da vitória do Ayrton Senna e foi nocauteado.

“Eu estava muito afobado, desconcentrado, disperso. Não estava treinado cem por cento.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:06:52

Ele contou que só depois alguém comentou que ele tinha tocado a música da vitória antes da vitória. Jurou nunca mais repetir, embora diga que se emociona sempre que ouve o tema, porque lembra das manhãs de domingo vendo o Senna ganhar.

O bate-volta da carreira

A pedido de um fã, o Werdum fez um bate-volta sobre os adversários e parceiros. O chute mais forte, segundo ele, foi o de Shogun. O melhor grappler, Buchecha. A luta mais difícil, contra Mark Hunt. O melhor nocaute, um uppercut em Mike Russow, no Brasil. A melhor finalização, com certeza, a de Fedor. O mais ágil, José Aldo. O mais gente boa, Wanderlei Silva, que ele cita junto com Minotauro como ídolo.

Entre ser campeão do UFC ou da PFL, escolheu o UFC. Contou que o título veio num momento especial, porque ele tinha saído do evento, voltou e virou campeão. E para quem ele diria algo se pudesse voltar ao começo da carreira, a resposta foi aproveitar e lutar mais vezes.

Na montagem do lutador ideal, ficou com o boxe de Usman, o muay thai de Edson Barboza, o grappling dele mesmo, a cabeça de Jon Jones e o condicionamento de Rafael dos Anjos, com quem disse ter treinado muito tempo.

Gordon Ryan e a dica para o iniciante

Perguntado sobre uma superluta com Gordon Ryan, o Werdum contou que o confronto quase aconteceu no Combat Jiu-Jitsu, o grappling com tapa de mão aberta, e que os dois chegaram a se encarar. No grappling puro, admitiu, teria de treinar muito, porque o americano está muito bem. Com tapa, faria a luta com certeza.

Para quem está começando no jiu-jitsu, a dica foi simples: dedicação, preparação física e treino todo dia, no mínimo uma vez, sem arrumar desculpa.

“Quem quer realmente competir um dia tem que treinar todos os dias, mínimo uma vez por dia.”

Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:15:51

O título do episódio vem de uma frase que o Werdum repete aos amigos, no soy fruta pero te quiero. Ele explicou que é o jeito dele de dizer que gosta de alguém sem precisar falar eu te amo. No fim, é isso que o quadro mostra: um ex-campeão que trata a própria carreira com bom humor e ainda acredita que ganharia do Fedor outra vez.

Este artigo é um relato próprio da entrevista. As falas são de quem as disse e estão ligadas ao minuto do vídeo. Viu algum erro? Peça a correção.