Werdum Responde · Fabrício Werdum
Werdum revela que recusou US$ 1 milhão por revanche com Fedor na Rússia
No Werdum Responde, o ex-campeão do UFC conta por que disse não à proposta russa em 2010 e como era a rotina de treino ao lado de Mirko Cro Cop.
Por Gabriel Guimarães, faixa-preta e professor de jiu-jitsu · · 3 min de leitura
Entrevista completa no canal Werdum Responde, publicada em 14 out 2022 (0:25:05).
Logo depois de vencer Fedor, Fabrício Werdum recebeu uma proposta de 1 milhão de dólares para dar a revanche ao russo, na Rússia. Ele recusou. A história apareceu no segundo episódio do Werdum Responde, quadro em que o ex-campeão do UFC lê comentários e perguntas dos fãs.
O episódio tem só 25 minutos e boa parte é brincadeira com os seguidores. Mesmo assim, no meio da resenha, o Werdum soltou algumas histórias de carreira que valem o registro.
A ligação da equipe de Fedor
Um fã perguntou se ele pensava numa revanche com Fedor no Bellator. O Werdum contou que a ideia foi cogitada várias vezes e lembrou do telefonema que recebeu em 2010, pouco depois da vitória. Segundo ele, dava para ouvir várias pessoas na sala do outro lado da linha, e a oferta era de 1 milhão de dólares para lutar na Rússia.
A resposta foi um agradecimento educado e um não. Ele admitiu que teve medo de lutar no país do adversário naquela época e resumiu o sentimento com uma frase bem gaúcha.
“Eu falei: nem me viu, vou em pé e volto deitado.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:18:05
Morando com Mirko Cro Cop
Outra pergunta foi sobre a rotina de um lutador. O Werdum explicou que ela muda de atleta para atleta e deu o próprio exemplo. Quando morava em Los Angeles e treinava na Kings, fazia luta das dez ao meio-dia e meia, descansava e voltava à tarde para musculação ou preparação física. Em alguns dias eram três treinos, com uma corrida leve ou natação.
A parte mais interessante veio da época da Croácia. Segundo o Werdum, ele passou dois anos treinando com Mirko Cro Cop, entre 2004 e 2006, e no começo morou na casa do croata. Ele contou que o Mirko montava a própria rotina e acordava cedo, e que ele não tinha como escapar.
“Cinco e meia da manhã ele estava na porta: Werdum, vamos embora.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:03:18
O dia, segundo ele, começava com preparação física e musculação das seis até umas oito e meia. Depois vinha uma aula particular de jiu-jitsu que o Werdum dava para o Mirko, só os dois. À tarde, das cinco até umas sete e meia, era o treino de luta, com muay thai e o resto. O Werdum disse que prefere ter um técnico mandando no horário, porque se fosse montar a rotina sozinho deixaria coisas para depois.
Nunca bateu
Um comentário provocador dizia que seria interessante ver o Werdum apanhando de um peso-pesado. A resposta foi sobre a própria carreira. Ele disse que já foi nocauteado e já perdeu, mas que nunca foi finalizado nem levou uma surra de verdade.
“Já fui nocauteado, já perdi, nunca bati na luta, nunca finalizaram.”
Fabrício Werdum, no Werdum Responde · 0:22:20
Sobre a fama de polêmico, ele disse que não gosta de começar confusão, mas que desde pequeno não leva desaforo para casa, lição da mãe. Explicou que muitas vezes faz uma brincadeira e não desmente, e que por isso acaba parecendo que arrumou briga.
Rivais, amigos e a essência gaúcha
Um fã pediu episódios com Cigano e Paulo Borrachinha. O Werdum disse que não tem problema com nenhum dos dois: lutou com o Cigano e viu o Borrachinha umas duas vezes na vida. A dúvida dele era se haveria clima e assunto para uma boa conversa. Os dois ficaram convidados.
Ele também anunciou os próximos convidados. Sobre Mário Reis, campeão mundial, contou que os dois se conhecem desde que começaram no jiu-jitsu, por volta dos 20 anos. Citou ainda Fábio Gurgel e Marcelo Alonso, que, segundo ele, estava na luta contra Fedor e sabe contar a história de qualquer época do esporte.
Sobre o sotaque, o Werdum disse que nunca tentou mudar a essência de gaúcho, mesmo depois de morar 14 anos nos Estados Unidos, 12 na Espanha e dois na Croácia. O que fica do episódio é um Werdum à vontade: em 2010, nem 1 milhão de dólares o convenceu a lutar na casa do Fedor, e ele conta isso sem esconder o medo que sentiu.
Este artigo é um relato próprio da entrevista. As falas são de quem as disse e estão ligadas ao minuto do vídeo. Viu algum erro? Peça a correção.