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Capa de Mário Reis
Foto de Mário Reis

Biografia

Mário Reis

Mário Reis é faixa-preta de Porto Alegre, campeão mundial e professor da Alliance, conhecido por formar campeões. Ele conta que vem da linhagem de Carlson Gracie por meio de Zé Mário Sperry, o primeiro mestre, e que depois foi para Sylvio Behring, com quem aprendeu a ser um professor gentil. De Zé Mário, lembra das lições de disciplina: sem sexo antes de campeonato, comida limpa e o aviso, em 1998, de que o sem kimono seria o futuro.

A história dele anda colada à de Fabrício Werdum. Mário conta que os dois se conheceram jogando bola numa praça de Porto Alegre, recém-chegados ao jiu-jitsu em academias rivais, e que no primeiro treino, num colchão na casa dele, finalizou Werdum duas vezes no triângulo. As versões da final do absoluto do Gaúcho na azul diferem: Mário diz que Werdum apagou num triângulo invertido sem o árbitro ver, e Werdum diz que escapou e venceu por três pontos. Viraram Bob Pai e Bob Filho, com o mesmo currículo: campeões mundiais na azul, vices na roxa, terceiros na marrom. Segundo os dois, pegaram a preta juntos com pouco mais de quatro anos de treino, foram criticados, e sete meses depois eram campeões mundiais.

Mário lembra que no primeiro Mundial de preta finalizou Fredson Paixão na semi e venceu Soca na final, com a família Gracie torcendo contra. Diz ter ficado 17 anos seguidos no pódio do Mundial e ter vencido o absoluto do Europeu pesando 68 quilos, coroado por Roger Gracie. Conta também que foi chamado para um ADCC uma semana antes, perdeu a final para Pé de Pano e o venceu depois na disputa de terceiro do absoluto. Foi o primeiro córner de Werdum, inclusive contra Minotauro no Pride, e se aposentou aos 35.

Como professor, Mário diz ter formado quase 60 campeões mundiais e ter sido coach de Cobrinha, Lucas Lepri e Bruno Malfacine. Entrou na Alliance com Fábio Gurgel, que o fez head coach, e hoje fala em 70 a 75 academias filiadas, conforme a conversa. Nicholas Meregali começou com ele na branca e morou na academia, sete anos pelas contas de Mário e cinco pelas de Werdum. Mário conta que, quando a Alliance ia inscrever Meregali como segundo atleta no Mundial, avisou Fábio que ele ia ganhar, e ganhou.

Mário fala muito de energia. Disse a Mahamed Aly que, pelo jeito que entrou, ele não perderia para Meregali, e a Guilherme Mendes que não dá para passar energia a um aluno que não se preparou, porque energia não mente.

Biografia organizada por Gabriel Guimarães a partir de 17 entrevistas · atualizada em 30 set 2026

Linha do tempo

  1. Segundo Mário Reis, seu professor Zé Mário disse a ele em 1998 que o jiu-jitsu sem kimono seria o esporte do futuro.

    Com Mário ReisContado por Mário Reis no Podcast Nem Me Viu · 2:10:38 · ler o artigo
  2. Segundo Fabrício Werdum, em 2003 ele levou Mário Reis ao seu primeiro seminário na Espanha, dentro do estádio do Atlético de Madrid.

    Com Mário ReisContado por Fabrício Werdum no Podcast Nem Me Viu · 0:31:11 · ler o artigo
  3. Mário Reis disse que foi campeão mundial em 2004.

    Contado por Mário Reis no Podcast Nem Me Viu · 0:30:39 · ler o artigo
  4. Segundo Fabrício Werdum, ele lutou contra Rodrigo Minotauro no Pride em 2006, diante de 50 a 60 mil pessoas no Japão, com Mário Reis no corner.

    Com Rodrigo Minotauro, Mário ReisContado por Fabrício Werdum no Dos Nossos Podcast · 0:40:52 · ler o artigo

Histórias contadas

Linhagem

Graduado por Sylvio Behring (faixa preta).

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Todas as afirmações desta página são de quem as contou nas entrevistas, não do site. Versões diferentes do mesmo fato aparecem lado a lado. Peça uma correção.