
Biografia
Gilbert Burns
Gilbert Burns, o Durinho, é faixa-preta de jiu-jitsu e lutador do UFC no meio-médio. Antes do MMA foi campeão mundial de jiu-jitsu, e ele gosta de lembrar que chegou lá vindo de uma casa onde, conta, faltou luz e comida.
O Durinho diz que o pai, estofador, o pôs no jiu-jitsu aos 12 anos por causa de uma bronquite asmática, com um professor que era cliente e não tinha pagado um serviço. Com um mês já competia: os dois irmãos venceram e ele perdeu, porque só tinha raça e gás. Foi para a Oriente, em Niterói, ligada à Nova União, onde Rafael Barros, o Fofinho, o levou da azul à preta. Aos 16, vendo o Mundial de 2004 na Tijuca, decidiu que queria ser campeão mundial.
Faixa-preta nova, em 2008, trancou a faculdade de educação física e foi para São Paulo treinar com Ramon Lemos. Conta que dividiu uma quitinete de 180 reais com mais três atletas, dormindo no chão, e que os amigos pagaram a parte dele por meses. Foi vice mundial em 2009 e perdeu a final de 2010 para Michael Langhi. Em 2011 venceu Kron Gracie na final do Mundial em Long Beach. Celsinho Venícius lembra a rivalidade quente entre os dois.
Na quarta-feira seguinte a esse título, segundo o Durinho, ele conheceu Vitor Belfort e topou afiar o jiu-jitsu dele em troca de ajuda no MMA. Diz que fez dez vitórias seguidas com Vitor no córner. Werdum, que estava do outro lado no TUF Brasil, admite que não acreditava nele. Depois de uma derrota em 2017 com corte de peso ruim, passou a trabalhar com a psicóloga Luciana Castelo Branco, e Daniel Evangelista o convenceu a voltar ao jiu-jitsu.
Ele conta que Dana White insistiu na luta com Demian Maia, que venceu, e que depois de Tyron Woodley chegou a disputar o cinturão. Admite que se dispersou com patrocínios, carregando a escassez da infância. Traveck, que o conhece desde 2005, descreve a rotina dele: acorda às seis, pesa a comida, leva os filhos à escola e treina duas vezes por dia.
Biografia organizada por Gabriel Guimarães a partir de 8 entrevistas · atualizada em 30 set 2026
Linha do tempo
Segundo Durinho, aos 16 anos ele assistiu ao Mundial de 2004 na Tijuca e, vendo os faixas-pretas, decidiu que queria ser campeão mundial.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:53:47 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, em 2005, como faixa-roxa, ganhou a Copa do Mundo e perdeu a semifinal do Mundial.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:20:50 · ler o artigoTraveck contou que conheceu Durinho quando treinou no Ricardinho, por volta de 2005, e que a amizade só nasceu anos depois, num camp da equipe Zenith organizado por Cavaca em São Vicente.
Com Rodrigo Thiago, Rodrigo CavacaContado por Rodrigo Thiago no Pura Connection · 1:04:52 · ler o artigoDurinho contou que em 2007 quase todo mundo no Rio passou a treinar MMA e que, para seguir lutando de quimono, mudou-se para o interior de São Paulo, onde Ramon Lemos entrou em sua vida.
Com Ramon LemosContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:57:53 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, em 2008, recém-graduado faixa-preta, ele trancou a faculdade de educação física e se mudou para São Paulo para treinar com Ramon Lemos, que treinava três vezes por dia.
Com Ramon LemosContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:30:29 · ler o artigoGilbert Durinho contou que em São Paulo dividiu uma kitnet com mais três atletas, entre eles Bruno Frazatto, por 180 reais de aluguel, e que os amigos pagaram a parte dele várias vezes.
Com Bruno FrazattoContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:32:03 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, em 2009 ele foi vice-campeão mundial, o que trouxe patrocínio e seminários.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:35:41 · ler o artigoGilbert Durinho contou que perdeu a final do Mundial de 2010 para Michael Langhi e que depois ouviu que a luta foi usada numa prova de arbitragem, com a resposta de que ele tinha vencido.
Com Michael LanghiContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:36:46 · ler o artigoDurinho contou que voltou de São Paulo em 2011 e começou a treinar MMA com Vitor Belfort, passando por Las Vegas antes de se fixar na Flórida.
Com Vitor BelfortContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:21:09 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, em 2011 ele foi campeão mundial na Pirâmide de Long Beach, vencendo Kron Gracie na final.
Com Kron GracieContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:02:36 · ler o artigoGilbert Durinho contou que conheceu Vitor Belfort na quarta-feira seguinte ao título mundial de 2011, treinou com ele e recebeu a proposta de afiar o jiu-jitsu do Vitor em troca de ajuda no MMA.
Com Vitor BelfortContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:05:16 · ler o artigoGilbert Durinho contou que em 2017 perdeu uma luta em Brasília com um corte de peso horrível e passou a trabalhar com a psicóloga do esporte Luciana Castelo Branco, indicada pelo técnico Daniel Evangelista.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 1:18:40 · ler o artigo
Histórias contadas
Álvaro Romano contou que Gilbert Burns foi atleta dele antes de entrar no UFC e estava no camp de Vitor Belfort.
Com Álvaro Romano, Vitor BelfortContado por Álvaro Romano no Connect Cast · 0:35:29 · ler o artigoGilbert Durinho contou que a subida da categoria até 70 para a até 77 quilos permitiu aceitar lutas com poucas semanas de aviso e mudou sua carreira e sua vida financeira.
Contado por Gilbert Burns no Dos Nossos Podcast · 0:36:05 · ler o artigoWerdum contou que conheceu Gilbert Durinho no TUF de Wanderlei Silva contra Vitor Belfort, quando Durinho estava no time de Vitor e os dois não tinham amizade.
Com Fabrício Werdum, Vitor Belfort, Wanderlei SilvaContado por Fabrício Werdum no Dos Nossos Podcast · 0:32:27 · ler o artigoSegundo Celsinho Venicius, Gilbert Burns, o Durinho, foi o único a vencê-lo duas vezes seguidas: numa final depois de uma semifinal contra Mário Reis e depois em Abu Dhabi. No ano seguinte, em Abu Dhabi, Celsinho venceu Durinho.
Com Gilbert Burns, Mário ReisContado por Celsinho Venícius no Pura Connection · 1:06:16 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, ele começou no jiu-jitsu aos 12 anos porque um cliente do pai, estofador, era professor de jiu-jitsu e não pagou um serviço; para compensar, os filhos passaram a treinar com ele.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:50:43 · ler o artigoDurinho contou que o pai disse a ele e aos irmãos, depois do primeiro treino, que se tinham gostado deveriam treinar para ser os melhores em três meses.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:52:15 · ler o artigoSegundo Durinho, com um mês de treino já foi colocado para competir: os dois irmãos venceram e ele perdeu. Ele diz que na época era só raça e gás, sem coordenação.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:53:16 · ler o artigoDurinho contou que o primeiro professor os levou para a Oriente Jiu-Jitsu, afiliada à Nova União, e que deve sua carreira a Rafael Barros, o Fofinho, seu treinador na Oriente.
Com Rafael BarrosContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:55:18 · ler o artigoDurinho contou que o patrocinador José Garcia assinou sua carteira de trabalho aos 18 anos, o fez passar por todos os setores da fábrica e pagou sua faculdade.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:56:50 · ler o artigoSegundo Durinho, durante dez anos ele deu aulas particulares todos os fins de semana para um aluno na Espanha, que virou padrinho de sua filha Júlia.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:55:49 · ler o artigoSegundo Durinho, em São Paulo ele morou numa quitinete com mais três atletas, entre eles Bruno Frazatto, dormindo no chão; o aluguel de 180 reais era dividido e por uns sete meses um colega pagou a parte dele.
Com Bruno FrazattoContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:00:29 · ler o artigoSegundo Durinho, quando o primeiro filho nasceu ele morava perto do Complexo do Lins, no Rio, e decidiu se mudar para os Estados Unidos sem ter quase nada.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:21:40 · ler o artigoDurinho contou que tinha cinco ou seis vitórias no MMA quando entrou no camp de Vitor Belfort, que segundo ele pagava bem e o ajudou muito; ele diz que fez dez vitórias seguidas com Vitor no corner.
Com Vitor BelfortContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:24:53 · ler o artigoSegundo Durinho, Vitor Belfort foi importantíssimo no começo de sua trocação e Henri Hooft o ajudou muito depois.
Com Vitor Belfort, Henri HooftContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:07:52 · ler o artigoDurinho contou que houve uma fase em que se afastou do jiu-jitsu por gostar da trocação, e que Daniel Evangelista o convenceu a voltar às raízes; ele voltou a competir e a finalizar.
Com Daniel EvangelistaContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:08:56 · ler o artigoSegundo Durinho, Dana White o viu numa luta de grappling e ofereceu uma luta com Demian Maia; o empresário de Demian não queria a luta, mas Dana insistiu e Durinho venceu.
Com Dana White, Demian MaiaContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:52:49 · ler o artigoDurinho contou que, depois de vencer Demian Maia, lutou com Tyron Woodley e seu contrato passou a ser de disputa de cinturão.
Com Tyron WoodleyContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:53:52 · ler o artigoSegundo Durinho, na disputa de cinturão ele era favorito, recebeu muitos patrocínios e se dispersou por carregar a escassez da infância, achando que tinha de aproveitar tudo.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:23:15 · ler o artigoDurinho contou que trabalha há quase cinco anos com a psicóloga do esporte Luciana Castelo Branco, de Brasília, e que indicou o trabalho dela a Rodolfo Vieira.
Com Rodolfo VieiraContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:30:48 · ler o artigoSegundo Durinho, no UFC do Rio ele era o número 5 do ranking e enfrentou o número 12, com a obrigação de vencer bem em casa; finalizou no primeiro round.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:06:17 · ler o artigoDurinho contou que no sparring contrata parceiros que imitem o adversário e repete muitas vezes os primeiros 30 segundos de luta, com luvas pequenas.
Contado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 1:14:42 · ler o artigoSegundo Durinho, Gregory Rodrigues treina com ele na Flórida.
Com Gregory RodriguesContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 0:42:50 · ler o artigoDurinho contou que chama Wallid Ismail de padrinho da luta, porque ele o ajudou muito no Jungle Fight.
Com Wallid IsmailContado por Gilbert Burns no Podcast Nem Me Viu · 2:05:08 · ler o artigoSegundo Werdum, no TUF Brasil ele era auxiliar de Wanderlei Silva e não acreditava que Durinho, então do lado de Vitor Belfort, daria certo no MMA.
Com Gilbert Burns, Wanderlei SilvaContado por Fabrício Werdum no Podcast Nem Me Viu · 1:27:58 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, o pai o colocou no jiu-jitsu por causa de uma bronquite asmática.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:33:35 · ler o artigoGilbert Durinho contou que seu primeiro mentor foi o professor Rafael Barros, o Fofinho, da Oriente, em Niterói, associada à Nova União, que o graduou da faixa-azul à preta.
Com Rafael BarrosContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:15:36 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, no começo ele era ruim de jiu-jitsu, só tinha raça e gás, e o irmão mais novo era o habilidoso da família.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:16:07 · ler o artigoGilbert Durinho contou que o pai era estofador e que, quando faltava serviço, a luz de casa era cortada por cinco ou seis dias; houve uma fase de duas semanas em que só havia angu para comer.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:26:32 · ler o artigoGilbert Durinho contou que o patrocinador José Garcia, de uma empresa de material hospitalar, pagava seus campeonatos, passagens e faculdade e assinou sua carteira só para que ele pudesse treinar.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:24:59 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, ele aprendeu com Vitor Belfort a cuidar de fisioterapia, alimentação, preparação física e organização do camp, e depois foi técnico com ele no TUF Brasil.
Com Vitor BelfortContado por Gilbert Burns no Pura Connection · 0:06:16 · ler o artigoSegundo Gilbert Durinho, ele faz cerca de 30 visualizações completas da luta nas quatro semanas anteriores, todas as noites antes de dormir.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 1:32:54 · ler o artigoGilbert Durinho disse ter 52 testes antidoping limpos no UFC e afirmou que foi campeão mundial de jiu-jitsu sem usar nada.
Contado por Gilbert Burns no Pura Connection · 1:06:02 · ler o artigoCelsinho Venícius contou que tinha rivalidade com Durinho e que as lutas entre os dois eram quentes, com uma cabeçada dada por ele numa delas.
Com Celsinho VeníciusContado por Celsinho Venícius no Pura Connection · 1:07:13 · ler o artigoSegundo Márcio Faraco, ele já fez a preparação de Gilbert Burns, o Durinho.
Com Gilbert BurnsContado por Márcio Faraco no Dos Nossos Podcast · 0:45:01 · ler o artigoTraveck contou que, na casa de Gilbert Durinho antes de uma luta, viu a rotina dele: acordar às seis, pesar a comida, levar as crianças ao colégio, treinar, fazer fisioterapia e voltar para o segundo treino, algo que segundo ele Durinho faz há dez anos.
Contado por Rodrigo Thiago no Pura Connection · 0:33:11 · ler o artigoSegundo Traveck, quando ele assumiu a academia, Durinho e Cavaca foram ao Rio abrir a academia com ele sem cobrar nada.
Com Rodrigo Cavaca, Rodrigo ThiagoContado por Rodrigo Thiago no Pura Connection · 1:02:47 · ler o artigoTraveck contou que Durinho recusou um patrocínio de site de apostas, mesmo pagando bem, por não acreditar nesse tipo de negócio.
Contado por Rodrigo Thiago no Pura Connection · 1:13:38 · ler o artigo
Linhagem
Graduado por Rafael Barros (faixa preta).
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