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Capa de Mahamed Aly
Foto de Mahamed Aly

Biografia

Mahamed Aly

Mahamed Aly é faixa-preta de jiu-jitsu, criado em Duque de Caxias e radicado nos Estados Unidos. Pelas contas dele, tem quatro títulos mundiais: um na roxa, dois na marrom e um na preta, este depois de oito ou nove anos de busca.

Ele conta que, até os quatro anos, a família morava num puxadinho no quintal de uma tia. Jogava basquete e fazia kickboxing até tomar um triângulo de um colega e resolver aprender jiu-jitsu. A mãe era contra, e ele treinava mesmo assim. Com uns 14 anos chegou à academia do Brigadeiro e acordava de madrugada para esperar o mestre na porta de casa. Saiu de lá aos 16, e os dois ficaram uns três anos sem conversar direito. Hoje ele diz que projetou no Brigadeiro o papel de pai e que a frustração foi culpa dele. Os dois se reencontraram a caminho do pódio do primeiro Mundial, e ele chorou abraçado ao mestre.

Para bancar o treino, o Mahamed foi garçom nos fins de semana, pedreiro e até gandula numa pista de carrinho de controle remoto, por 40 reais. Pensou em ir para o MMA, mas os irmãos Nogueira, Minotauro e Minotouro, o acharam novo demais e mandaram seguir no jiu-jitsu. Aos 18 foi aos Estados Unidos sem falar inglês, e Lloyd Irvin soube usar a raiva dele como motivação. Lá aprendeu a cultura do drill e do treino de força.

Depois do título mundial na marrom, se mudou de vez em 2015 e trabalhou em obra no primeiro ano. Em 2017 perdeu para Gordon Ryan no ADCC, numa chave de calcanhar. Em 2018 foi eleito atleta do ano, o que ajudou no green card, e, segundo ele, chegou aos 100 mil inscritos no YouTube antes do Feu. Ele conta que machucou o pé no absoluto do Mundial e que, no Mundial, venceu Nicholas Meregali e bateu Leandro Lo na final pensando que o Lo, com sete títulos, não tinha a mesma fome que ele.

Nas entrevistas, o Mahamed fala muito de cabeça. Diz que passou anos tentando imitar gente como Roger Gracie até entender que precisava ser ele mesmo, que hoje o que o move é evoluir e que não vê felicidade no caminho do Gordon, que parece sempre buscar estresse para render. Só sentiu os Estados Unidos como casa depois que a filha nasceu.

Biografia organizada por Gabriel Guimarães a partir de 3 entrevistas · atualizada em 30 set 2026

Linha do tempo

  1. Mahamed Aly contou que foi para a equipe dos irmãos Nogueira como parceiro de treino quando Minotouro se preparava para enfrentar Tito Ortiz, em 2011, se não se engana.

    Com Rogério Minotouro, Rodrigo Minotauro, Tito OrtizContado por Mahamed Aly no Muito Mais Ação Jiu-Jitsu · 0:20:18 · ler o artigo
  2. Segundo Mahamed Aly, ele foi campeão mundial de faixa-roxa e de faixa-marrom e, depois do título na marrom, se mudou para os Estados Unidos em 2015.

    Contado por Mahamed Aly no Muito Mais Ação Jiu-Jitsu · 0:10:19 · ler o artigo
  3. Segundo Mahamed Aly, ele enfrentou Gordon Ryan no ADCC de 2017, na Finlândia, e perdeu para uma chave de calcanhar.

    Com Gordon RyanContado por Mahamed Aly no Muito Mais Ação Jiu-Jitsu · 0:55:28 · ler o artigo
  4. Mahamed Aly contou que foi eleito atleta do ano em 2018, o que lhe rendeu capa de revista e matérias que ajudaram no pedido de green card.

    Contado por Mahamed Aly no Muito Mais Ação Jiu-Jitsu · 0:53:18 · ler o artigo
  5. Mahamed Aly contou que foi o primeiro canal brasileiro de jiu-jitsu a chegar aos 100 mil inscritos no YouTube, em 22 de maio de 2018, em Gramado, antes de Feu.

    Com FeuContado por Mahamed Aly no Muito Mais Ação Jiu-Jitsu · 1:40:16 · ler o artigo

Histórias contadas

Todas as afirmações desta página são de quem as contou nas entrevistas, não do site. Versões diferentes do mesmo fato aparecem lado a lado. Peça uma correção.