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Capa de Sylvio Behring
Foto de Sylvio Behring

Biografia

Sylvio Behring

Sylvio Behring é faixa-coral de jiu-jitsu, faixa-preta de judô e o criador do sistema progressivo de jiu-jitsu. Filho de Flávio Behring, ele formou campeões mundiais como Fabrício Werdum e Mário Reis e, pelo que ele mesmo conta, nunca deu uma aula sem defesa pessoal.

Ele contou que pisou no tatame em 1966, com 4 anos, com João Alberto Barreto. Cresceu ouvindo o pai conversar com os mestres que chamava de tios. Segundo o Sylvio, o pai foi o mentor, mas o professor de fato foi Álvaro Barreto. Pegou a azul aos 16, ainda magrinho, e a preta em janeiro de 1984. Até a roxa competia todo dia, inclusive em casa com o irmão Marcelo Behring, que ele considera um mestre e o parceiro de treino mais desafiador que teve. Anotava as aulas em cadernos, estudou educação física e fez da chave de pé uma especialidade.

Em 1996 começou a dar aulas fora do país, primeiro em Zurique e depois no Canadá. Ele lembra que no começo não tinha dinheiro para hotel e dormia no tatame, no porão da academia. No mesmo ano foi a Porto Alegre preparar um atleta. Segundo o Sylvio, foi Márcio Corleta quem o chamou para assumir a equipe no Sul, e ele considera Corleta o melhor atleta que teve. Werdum e Mário Reis contaram que foram graduados faixa-preta juntos por ele. Werdum ainda lembra da luta no Marrocos com o Sylvio no canto, e o Sylvio conta que foi levado à Croácia para ajudar na preparação de Werdum e de Mirko Cro Cop.

Segundo o Sylvio, o sistema progressivo nasceu observando o aquecimento das aulas particulares do Álvaro: começa longe do parceiro e vai até a guarda, do simples ao complexo. Com o sócio Elder Andrade ele criou o Gerenciamento Progressivo de Comportamento Inconveniente, que, segundo ele, a Polícia Rodoviária Federal usa. A associação que leva o nome dele tem hoje 75 academias e filiados em países como Uruguai, México, Canadá e Dubai. O filho, Ian Behring, conta que começou a ensinar ainda faixa-azul, recebendo alunos novos a pedido do pai.

Nas entrevistas, o Sylvio bate sempre na mesma tecla: para ele, a preguiça e a ambição da medalha afastaram o jiu-jitsu da defesa pessoal, e a culpa é de muitos da geração dele. Disciplina é regra. Nos seminários, quem erra paga flexão, e onde não há disciplina, ele diz que não entra.

Biografia organizada por Gabriel Guimarães a partir de 29 entrevistas · atualizada em 30 set 2026

Linha do tempo

  1. Sylvio Behring contou que entrou no jiu-jitsu em 1966, com 4 anos de idade.

    Contado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:13:50 · ler o artigo
  2. Sylvio Behring contou que pegou a faixa-preta em janeiro de 1984. O irmão Marcelo, então faixa-marrom com 20 anos, lutou contra Flávio Molina e pegou a preta logo depois.

    Com Marcelo Behring, Flávio MolinaContado por Sylvio Behring no Connect Cast · 0:53:16 · ler o artigo
  3. Segundo Sylvio Behring, nos anos 1990 o jiu-jitsu viveu um grande boom e também uma banalização, com brigas em festas, e por muito tempo perdeu credibilidade para dar aula a crianças.

    Contado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:23:15 · ler o artigo
  4. Segundo Sylvio Behring, o canadense Bob McRoberts, de Winnipeg, veio ao Brasil, procurou Flávio Behring e foi mandado por ele para Sylvio. Gostou do método e levou Sylvio ao Canadá em 1996.

    Com Flávio BehringContado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:04:29 · ler o artigo
  5. Sylvio Behring contou que foi a Porto Alegre em 1996 para preparar um atleta para ser campeão mundial e que o grupo dele mudou o cenário do jiu-jitsu no Sul, até então dominado por duas equipes.

    Contado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:51:25 · ler o artigo
  6. Segundo Sylvio Behring, ele começou a dar aulas fora do Brasil com regularidade em 1996, primeiro em Zurique e depois no Canadá.

    Contado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:29:35 · ler o artigo
  7. Sylvio Behring contou que foi aos Estados Unidos em 1999 a convite de Pedro Carvalho e depois de Pedro Sauer, viajando junto com o mestre Álvaro Barreto.

    Com Pedro Carvalho, Pedro Sauer, Álvaro BarretoContado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:29:35 · ler o artigo
  8. Fabrício Werdum mostrou uma foto de quando era faixa-azul, aos 21 anos, com Sylvio Behring e Márcio Corleta, que segundo ele foi campeão mundial na faixa-preta em 2001, ano da primeira viagem de Werdum aos Estados Unidos.

    Com Sylvio Behring, Márcio CorletaContado por Fabrício Werdum no Podcast Nem Me Viu · 0:19:05 · ler o artigo
  9. Sylvio Behring contou que aos 48 anos criou o Gerenciamento Progressivo de Comportamento Inconveniente (GPCI), com o sócio Elder Andrade, com quem trabalha desde 2008. O método é usado, segundo ele, pela Polícia Rodoviária Federal.

    Com Elder AndradeContado por Sylvio Behring no Connect Cast · 1:22:29 · ler o artigo
  10. Segundo Sylvio Behring, em 2010 ele conseguiu voltar aos Estados Unidos com uma carta do Comitê Olímpico Brasileiro que pedia visto de técnico da seleção de grappling. O visto foi de uma semana só.

    Contado por Sylvio Behring no Pura Connection · 0:11:22 · ler o artigo

Histórias contadas

Linhagem

Graduou Ian Behring (faixa preta), Mário Reis (faixa preta), Fabrício Werdum (faixa preta).

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Todas as afirmações desta página são de quem as contou nas entrevistas, não do site. Versões diferentes do mesmo fato aparecem lado a lado. Peça uma correção.